Usina de incineração de lixo em SBC fica para 2015

São Bernardo está dando largos passos para a implantação do seu novo sistema de coleta de lixo municipal, uma iniciativa pioneira no País.

Nos termos do contrato assinado na última sexta-feira (22) pela prefeitura de São Bernardo com o Consórcio SBC Valorização de Resíduos, foi firmado que a empresa será responsável por realizar a coleta dos resíduos, varrição e manutenção das vias públicas e cuidar da destinação final do lixo. “Também vai ser criada uma usina de incineração de lixo que deve, até 2016, aumentar a reciclagem dos resíduos sólidos de 0,9% para 10%”, explica o secretário de Planejamento Urbano e Ação Regional de São Bernardo, Alfredo Buso. Com capacidade para geração de até 22 megawatts/hora …− o suficiente para atender a metade da demanda atual da cidade -, a usina terá um custo de construção de R$ 600 milhães e vai ser localizada no bairro Alvarenga. A previsão é de que as obras sejam iniciadas em 2013, e a queima do lixo passe a acontecer a partir de 2015. Entretanto, ainda não está definida a tecnologia que será utilizada na geração de energia. Segundo o secretário, a definição deverá acontecer até o final deste ano. Sobre as críticas de que a usina de incineração poderia prejudicar a qualidade de vida dos munícipes, Buso se defende afirmando que as insinuaçães são factóides da oposição. “Estamos seguindo os padrães das usinas das maiores capitais do mundo, como as usinas de Paris e Tóquio”. Orçado em R$ 4,3 bilhães, e com prazo de duração de 30 anos, a SBC Valorização de Resíduos (consórcio formado pelas empresas Revita e Lara) terá uma metodologia diferente de avaliação dos serviços prestados. “É comum que o trabalho de coleta de lixo seja pago por quilómetros rodados. Neste sistema o munícipe terá papel fundamental. Ele será o responsável por avaliar o serviço da empresa. Se o resultado não for satisfatório descontamos o dinheiro”, afirma Buso. A partir da assinatura do contrato, a empresa terá um prazo de 45 dias para apresentação do projeto executivo, que deve ser posto em prática até o final do ano. (GO)