Skate cresce, mas ainda sofre para atrair patrocínios

O skate tem vivido em contradição no Brasil. A modalidade dissipou preconceitos e tem conseguido mais espaço no mercado publicitário do país. Perto das empresas, porém, o esporte ainda sofre para transformar esse relacionamento em patrocínios.

“Na maioria das vezes, o que acontece é assim: um banco vai fazer uma campanha publicitária e quer imagens de skate, mas não interessa quem é o skatista. Então, eles escolhem um atleta com perfil legal e o colocam para fazer manobras. É um uso mais do esporte do que do esportista”, explicou Marcelo Santos, presidente da CBSK (Confederação Brasileira de Skate), entidade que não tem nenhum patrocinador fixo atualmente. Essa divergência, aliás, não é exclusividade do Brasil. Em 2012, a Chevrolet escolheu o skate como mote para o comercial do modelo Sonic. A peça foi lançada durante o Super Bowl, jogo que decide a NFL (liga profissional de futebol americano) e tem o intervalo comercial mais caro da TV norte-americana. No comercial, criado pela agência Goodby Silverstein & Partners, o próprio carro faz várias manobras pelas ruas. Os movimentos repetem os de um skatista, mas são desenvolvidos pelo veículo. Marcas como Dunkin Donuts e Nokia também usaram o skate recentemente em campanhas nos Estados Unidos. Nos dois casos, com atores fazendo o papel do atleta.”No Brasil, o espaço do skate tem crescido”.