Sem documentos, Cetesb arquiva licenciamento do teleférico

A obra mais prometida pelo prefeito Saulo Benevides (PMDB) pode demorar ainda mais para ser entregue à população. O Teleférico anunciado como responsável pelo crescimento turístico de Ribeirão Pires, ficou ainda mais prejudicado. Por falta de documentos, o pedido de licenciamento ambiental no governo paulista acabou arquivado.

Segundo a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb), ligada à Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, a Prefeitura de Ribeirão Pires não apresentou documentos complementares solicitados pelo órgão, no prazo estabelecido, e o processo foi arquivado. A carta informando o arquivamento é datada de 23 de dezembro de 2015.

Ainda segundo a Cetesb, para obter o licenciamento ambiental da obra, o prefeito Saulo Benevides deverá iniciar um novo processo, esse sem prazo para ser finalizado.

A Prefeitura informou que as obras do Teleférico ficaram paralisadas para as festas de final de ano, mas que foi retomada no último dia 04, através de intervençães na estação Ayrton Senna.

A Secretaria de Obras minimizou o arquivamento do processo. Informou que o procedimento da Cetesb é considerado normal quando as solicitaçães permanecem 30 dias paradas, e que o processo será reaberto. A Secretaria não estabeleceu prazo.

Segundo a Secretaria de Obras de Ribeirão Pires, para conclusão, a Cetesb dará somente manifestação em relação a supressão de vegetação em estágio médio no caso das torres e insiste que as obras não apresentam impedimentos para continuidade.

O projeto de 25 milhães de reais e com prazo de 18 meses para seu término visa atrair turistas e interligará o Centro da cidade ao Parque Milton Marinho, passando pelo Mirante Santo António chegando às margens da represa Billings.

Para fomentar o equipamento público e os demais locais turísticos da cidade, o prefeito Saulo Benevides criou uma autarquia para profissionalizar o setor e aumentar as açães dos eventos realizados. O novo equipamento público, denominado como RipTuris, irá custar aos cofres da cidade quase R$ 500.000,00 ao ano apenas com pagamento de salários e subsídio dos 11 servidores previstos para atuar na autarquia que ainda não tem data para passar a atuar em Ribeirão Pires.