No fechamento anual da cesta básica no ABC, 64,70% dos itens apresentaram alta

Última pesquisa elaborada pela Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) em 2014 aferiu que dos 34 itens que compreendem a cesta básica, 64,70% deles apresentaram elevação de preço se comparado com o mesmo levantamento feito em 2013. No geral, enquanto 22 tiveram alta, 12 registraram retração. Entretanto, apesar destas altas, o consumidor ainda pode comemorar, pois enquanto na comparação 2012/2013, o aumento geral havia sido de 11,03% na comparação deste ano com o ano passado este percentual foi de 3,94%.

De acordo com o balanço, isso se deu, principalmente, pelos preços do feijão, que acumulou queda de 43,84% no ano e, do litro do leite, em mais 5,85%. “Embora possa parecer pouco no caso do laticínio, por unidade a economia foi de R$ 0,13. Mas, se levarmos em consideração que este item é consumido diariamente, é possível notar que a economia é significativa”, destaca o engenheiro agrónomo da Craisa e responsável pelo levantamento, Fábio Vezzá de Benedetto.

No caso do grão, enquanto na primeira pesquisa do ano o quilo era encontrado com preço médio de R$ 2,77 e, em março, tenha chego a R$ 2,84 …− maior elevação no ano -, encerrou 2014 custando R$ 2,26. No caso do laticínio, enquanto no primeiro levantamento o preço foi de R$ 1,94, e o ápice havia sido em setembro quando chegou a R$ 2,45, acabou por encerrar o ano da mesma forma que iniciou a R$ 1,94.

Já em relação às altas verificadas ao longo do ano na compra dos quilos da laranja que acumulou 31,48% e da banana em outros 26,35%, um dos motivos para justificar estas elevaçães foi a seca registrada ao longo deste ano. “Estes produtos são cultivados em São Paulo, Estado que basicamente abastece a nossa região e que sofreu drasticamente com as condiçães climáticas. Esperamos que com a volta do período de chuvas esta situação se normalize e os preços sejam melhores em 2015”, espera Vezzá.

Outros três itens que valem reflexão são os quilos do pão francês, e da carne bovina de primeira e de segunda. Enquanto o primeiro subiu 17,67%, a carne teve alta de 23,51% para os cortes de segunda e, 17,55%, para os de primeira. “Embora o aumento seja historicamente normal, o que chamou a atenção neste ano foi que estas altas foram algo incomum. Acredito que isso deva ter ocorrido, também em função das secas, mas mais ainda, devido à variação do dólar.”