Melhores momentos de Corinthians 2 x 0 Boca Juniors pela final da Libertadores

O nervosismo também era visível nos minutos iniciais. Em menos de cinco minutos, o “esquentado” Erviti se estranhou com Paulinho e Ralf. Chicão e Mouche receberam cartães amarelos. Sob tensão, o Corinthians não conseguia impor sua tradicional marcação, enquanto os xeneizes aproveitaram o melhor início e pressionavam a saída de bola alvinegra com os dois volantes adiantados. O craque Riquelme tinha liberdade, transitava pela intermediária e era marcado apenas à distância.

O Timão conseguiu encaixar a marcação e equilibrou a partida levando mais perigo com jogadas de Alex e Emerson, que levantou os braços para incendiar as arquibancadas.

A partida seguiu sem muitas chances de gol e com a marcação se sobressaindo sobre a criação. No lado do Boca, os atacantes se mostraram lentos e pouco se via de Riquelme que perdeu disputa individual com Paulinho no centro e não conseguiu produzir com os homens das alas.

O Corinthians não permitia que o Boca levasse perigo, mas tinha dificuldades para acertar o passe e adiantar a marcação, uma de suas metas antes da partida. Danilo e Alex passaram a atuar mais pelo meio para preencher os espaços e a equipe teve as melhores chances, mas não assustou muito.

O que parecia ser “sorte de campeão” apareceu quando o goleiro Orion sentiu uma lesão e saiu antes do intervalo. O reserva Sosa Silva entrou na meta argentina com a missão de parar o ataque corintiano.

O Boca gostava do empate e começou o segundo tempo já fazendo cera. Riquelme ganhava bastante tempo nos escanteios, pedindo espaço para os fotógrafos. Mas a estratégia de nada funcionou.

O Corinthians cresceu no jogo e foi coroado com um gol histórico de Emerson Sheik. Bonito como a explosão da torcida e os fogos que incendiaram o Pacaembu. Na cobrança do Alex, aos 8min, Danilo teve inteligência para dar um passe de calcanhar e o atacante estufou as redes para marcar seu quarto gol.

Após o jogo, o Corinthians manteve sua postura ofensiva, sem se esquecer de voltar para marcar. Dessa forma, neutralizava o Boca que deu pouco trabalho a Cassio, mesmo em desvantagem no placar.

E, iluminado, Emerson Sheik apareceu novamente para selar o título e levar a Fiel ao delírio aos 27 min. O atacante aproveitou o erro de Schiavi na saída de bola e teve tranquilidade para invadir a área e tocar rasteiro na saída de Sosa. Foi o quinto gol do artilheiro no torneio.

O Corinthians confirmou sua supremacia na partida e precisou apenas administrar o placar, enquanto o Boca se lançava ao ataque em tentativas desesperadas. Mas quando preciso, lá estava Cassio. Ainda houve tempo para Sheik ser substituído já nos acréscimos e sair lentamente de campo para irritar os jogadores do Boca. Mas foi só esperar o apito final e vibrar com a conquista das Américas pela primeira vez na história.