Mauá tenta quitar dívida com empresa de lixo: R$ 43 milhões

O governo do prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), espera a aprovação definitiva pela Câmara do projeto que regulamenta o parcelamento da dívida de R$ 43 milhães com a Lara Central de Tratamento de Resíduos Ltda., empresa responsável pelos serviços de coleta de resíduo sólidos e varrição de rua. Na prática, a gestão petista realiza o pagamento do passivo desde novembro, mas precisa do crivo do Legislativo para submeter o acordo à análise da Secretaria de Tesouro Nacional.

Gerada desde o governo do ex-prefeito Leonel Damo (PMDB, 2005-2008), o débito com a Lara é disparadamente o maior valor pendente do governo com um fornecedor, enquanto as demais dívidas com outras empresas não superam o valor de R$ 1 milhão. Inicialmente, a gestão efetuou o pagamento de quatro parcelas de R$ 472,9 mil desde novembro; então, e a partir de março, iniciou o pagamento de dez prestaçães fixas de R$ 733 mil. Como o prevê a proposta, a Administração ainda terá que despender o pagamento de 60 parcelas de R$ 754 mil para, então, quitar a dívida. Logo, até dezembro, o governo despenderá R$ 1,4 milhão. “A aprovação é mais para legalização do pagamento da dívida, porque pode haver pedido do Tesouro Nacional referente ao acordo. Há multa, reajuste que não foi pago, e isso gerou a dívida”, aponta o secretário de Governo, Edílson de Paula (PT).

O proprietário da Lara é Wagner Damo, pessoa de grande influencia no meio político em Mauá. Há uma semana, o projeto de lei passou por unanimidade no Parlamento. A expectativa do governo é que a segunda apreciação ocorra sem empecilhos tanto na base aliada como na oposição.