GM condiciona extensão do ‘lay-off’ à suspensão do reajuste salarial

Em reunião realizada na semana passada com a presença da direção da GM, representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano propuseram a prorrogação do regime de “lay-off” (suspensão temporária do contrato de trabalho) paára mil trabalhadores que a montadoára pretende demitir em abril.

Outros mil funcionários da unidade que também estavam inseridos no lay-off estão sendo reintegrados à fábrica desde o último dia 7, a fim de reativar o segundo turno de produção.

Para aceitar a proposta, a GM exigiu como contrapartida a suspensão de reajuste salarial deste ano.

Em 2017, a empresa propãe anexar o aumento na forma de abono à Participação nos Lucros e Resultados (PLR), sem incidir sobre os direitos trabalhistas. Apenas em 2018 a situação seria normalizada com a correção dos salários com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Além disso, a empresa quer ver modicada a forma de pagamento da PLR e reduzir o valor do adicional noturno, hoje de 30%, para 20%, conforme permite a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Segundo o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, a GM também quer retirar as cláusulas que protegem trabalhadores aciádenátados e com restriçães médicas.

Cidão sugeriu “séria reflexão” sobre a proposta, mas ressaltou que o sindicato não aceita modificar as cláusulas dos acidentados. Uma nova reunião ocorre na quarta-feira (16).