Embaixador americano na Líbia é morto em Benghazi

O embaixador do Estados Unidos na Líbia, Chris Stevens, e outros três membros de sua equipe foram assassinados na noite de terça-feira na cidade de Benghazi, informaram autoridades locais. As mortes aconteceram quando uma multidão enfurecida invadiu e incendiou o consulado norte-americano em Benghazi, no leste do país. Os manifestantes protestavam contra um filme, feito por um egípcio cristão que vive nos EUA, que supostamente ofenderia o profeta Maomé.

De acordo com o chefe de segurança de Benghazi, Abdel-Basit Haroun, Stevens foi morto quando ele e uma equipe foram até o consulado tentar retirar os funcionários do local, que estava sendo atacado pela turba com armas e granadas. A Casa Branca confirmou as mortes. O embaixador, de 52 anos, era um diplomata de carreira que falava árabe e francês e estava pela segunda vez na Líbia. No Egito também ocorreram protestos contra o filme. Milhares de manifestantes cercaram a Embaixada dos EUA no Cairo na terça-feira, arrancaram a bandeira dos EUA e a substituíram por uma bandeira islâmica, no aniversário dos atentados de 11 de setembro de 2001 contra Washington e Nova York. Cerca de 3 mil islamitas ultraconservadores, grande parte do movimento salafista ou torcedores organizados de futebol, iniciaram o protesto. A bandeira negra tem a inscrição em árabe: “Não há Deus além de Alá e Maomé é o profeta de Deus”. A polícia egípcia dispersou a multidão sem violência.