Casa Branca se defende e diz que fala de Trump incluía ‘supremacistas brancos’

Após uma chuva de críticas, vindas de republicanos e democratas, a Casa Branca emitiu neste domingo um comunicado defendendo o comentário feito pelo presidente, Donald Trump, sobre os confrontos violentos em Charlottesville, no sábado, que provocaram a morte de uma mulher e feriram dezenas de pessoas. Logo após os incidentes, Trump fez uma declaração pública, responsabilizando “muitos lados”, mas sem explicitar os grupos de extrema-direita.

“O presidente disse de maneira muito forte em sua declaração no sábado que ele condena todas as formas de violência, intolerância e ódio, e claro que isso inclui os supremacistas brancos, a Ku Klux Klan, neonazistas e todos os grupos extremistas”, afirmou a Casa Branca, no comunicado. “Ele pediu união nacional e que todos os americanos estejam unidos”.

Mais cedo, o assessor de segurança interna Tom Bossert, afirmou à CNN que a imprensa estava tentando pressionando “por palavras que ele não disse”. Políticos e a imprensa americana fizeram duras críticas ao presidente por não citar grupos neonazistas e supremacistas brancos como os responsáveis pelos confrontos em Charlottesville, mas Bossert rejeitou que Trump tenha optado por uma “equivalência moral”.

De seu campo de golfe privado em Nova Jersey, Trump fez no sábado uma breve declaração sobre os acontecimentos, condenando “nos termos mais fortes possíveis, essa exibição flagrante de ódio, fanatismo e violência em muitos lados, em muitos lados”. Repórteres questionaram sobre os grupos de extrema-direita e se o caso poderia ser classificado como um ato de terrorismo. Trump deu as costas e saiu.

Neonazistascomemoram A posição foi bem recebida pelos grupos neonazistas. O fundador do Daily Stormer, um site declaradamente neonazistas e supremacista branco, elogiou a posição do presidente por não desautorizar a reunião de militantes de grupos de extrema-direita na cidade.

“Ele se recusou a sequer mencionar qualquer coisa sobre nós”, afirmou o site. “Quando os repórteres gritaram sobre o nacionalismo branco, ele simplesmente foi embora”. Para políticos, Trump deveria ser explícito em suas declaraçães, mas isso o colocaria em rota de choque contra grupos que o apoiaram durante as eleiçães. “Senhor presidente: nós devemos chamar o mal pelo nome. Foram supremacistas brancos e isto foi terrorismo”, criticou o republicano Cory Gardner, senador por Colorado, pelo Twitter.

Para o democrata Adam Schiff, o “presidente tem que se pronunciar sobre o tóxico ressurgimento dos supremacistas. Não existem “muitos lados”. Existem o bem e o mal”.